A Associação de Moradores e
Comerciantes da SQN e CLN 216 se reuniu com a Neonergia para cobrar soluções
para as frequentes quedas de energia na quadra, algumas vezes falhas
intermitentes que queimam aparelhos e dão muito prejuízo. Isso sem contar os
longos apagões de 17 horas e 48 horas que provocaram prejuízos no comércio, que
ficou de portas fechadas por falta de energia.
No encontro, agendado com o apoio do
deputado distrital Gabriel Magno, estavam presentes as prefeituras da SQN215 e
SQN 216, as outras prefeituras da Ponta Norte (SQN214, SQN415 e SQN416)
participaram da articulação mas não puderam comparecer no dia da reunião.
Nós entregamos aos representantes da
empresa um relatório com queixas e números de protocolos de 144 moradores que
tiveram prejuízo com as quedas de energia. Além disso, foi protocolado um
documento assinado pelas prefeituras cobrando reparação pelos prejuízos e ações
concretas para a solução dos problemas.
A diretora de Relação Institucionais
da Neoenergia, Juliana Pimentel, explicou que a empresa cuida da energia dentro
das residências e do comércio, mas a energia dos postes e outras áreas públicas
é de responsabilidade da CEB. A Neoenergia,
segundo ela, vem investindo bastante desde quando chegou no Distrito Federal
para fornecer um atendimento de qualidade ao consumidor. De acordo com a
diretora, já foram investidos R$500 milhões pela Neoenergia no Distrito Federal
- entre os programas a empresa troca lâmpadas antigas por LED nas comunidades
mais carentes.
Outro gerente da empresa, George
Denner, destacou que pesquisas indicam que as falhas de energia tem diminuído na
Asa Norte ao longo dos últimos anos, e que as principais causas seriam o furto
de cabos e a infraestrutura antiga que abastece a região. A subestação que
atende a Ponta Norte está localizada próximo ao Noroeste, parte do cabeamento é
aéreo, e outro trecho subterrâneo. Nós contestamos a informação levantada pela
empresa e enfatizamos que as quedas são mais frequentes na Ponta Norte do que
no restante da Asa Norte, que os números são diluídos pela cobertura
pesquisada. Lembramos dos apagões que duraram 17 horas e 48 horas, dos
equipamentos queimados nas residências e dos inúmeros protocolos de reclamação
que os moradores fazem em cada blecaute.
A assessoria do deputado Gabriel
Magno destacou que a empresa deveria fazer um novo levantamento apenas da Ponta
Norte, porque as reclamações são antigas e frequentes.
Os funcionários da empresa disseram
que há necessidade de investimento na infraestrutura de distribuição de energia
que chega na região.
Ao final, nós solicitamos que seja
feita uma campanha informativa para os consumidores identificarem as diferenças
entre Neoenergia e CEB, porque aparentemente a CEB é responsável pela
infraestrutura e, se assim for, vamos trabalhar para que o governo do Distrito
Federal invista mais no cabeamento subterrâneo e na subestação.
Solicitamos ainda que sejam tomadas
providências urgentes para acabar com as quedas de energia, e apagões frequentes,
em plena capital do país. As quadras às escuras ficam sem segurança, é preciso
uma ação efetiva das empresas responsáveis pelo fornecimento da energia para
corrigir o problema.
Quanto ao furto de cabos, solicitamos
que a Neoenergia invista em mecanismos de trava das tampas de acesso às
galerias subterrâneas e em cobrança da Polícia Civil na investigação de quem
são os receptadores dos cabos roubados.
Por fim, questionamos
quais os instrumentos que o consumidor tem para reaver os prejuízos financeiros
causados pelos apagões. Segundo os funcionários da Neoenergia, no portal da
empresa tem as informações essenciais para orientar o consumidor. Em linhas
gerais, o consumidor pode reclamar ressarcimento de um prejuízo em um prazo de
até 5 anos pelo canal de atendimento 116 ou pelo whatsapp 3465-9318. Um técnico
da empresa vai até o domicílio verificar o dano e avaliar a responsabilidade da
empresa.
Além desta reunião, a
Associação de Moradores está conversando com as prefeituras da Ponta Norte para
tomarmos outras medidas administrativas e judiciais em conjunto para garantir
que os problemas com interrupção no fornecimento de energia sejam resolvidos.
Contamos com o apoio da comunidade nestas ações, e pedimos que em toda a falta
de energia em casa seja feita a reclamação pelo telefone 116 e registrado um
protocolo. Em caso de falta de luz nas ruas, o telefone é o da CEB , número
155.
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