Equipes da Neoenergia estiveram na quinta-feira (17/11) na nossa quadra reparando a rede elétrica da região. Segundo os profissionais com quem conversamos, o que causou o curto circuito foi o acúmulo de água nas passagens subterrâneas da rede elétrica, somado ao fato de que as raízes das árvores estão abraçando as tubulações e até dificultando a passagens de novos cabos. Ainda segundo esses profissionais, como a rede entra pela 216 e vai até a 416, a queda de energia afetou as duas quadras.
O encarregado da Neoenergia garantiu que com a retirada da água e a instalação de novos cabos o problema está resolvido, mas que será avaliada a necessidade de ampliação das galerias e corte das raízes.
O que chama atenção é a falta de manutenção da rede a ponto de ocorrer o alagamento da tubulação e o eventual curto-circuito.
Vamos ver o que vai acontecer nas próximas chuvas, dezembro, o mês mais chuvoso do ano, nem começou. O apagão da semana passada causou muitos transtornos entre moradores e comerciantes.
Em conversa com os colegas da Associação de Moradores e com moradores das quadras da Ponta Norte, vamos defender a união de todas as prefeituras das quadras, moradores e comerciantes para somar esforços e enfrentar o problema dos apagões no campo da Justiça.
Já vimos que a Neoenergia demora em fazer os reparos, que são paliativos, e que o problema é de infraestrutura.
No ano passado, estivemos na CEB ( antes da privatização) e ouvimos de um diretor que seria necessária uma grande obra para passar a fiação que hoje é aérea para subterrânea, como é na Asa Sul.
Basta chover, que galhos de árvores batem na fiação e ocorrem os curtos circuitos.
Segundo advogados que consultamos, não é caso de Ação Popular, o melhor é uma Ação Civil Pública, que pode ser proposto por associações. Como é complexo talvez precise de contratação de escritório de advocacia para acompanhar a causa.
Outra solução é tentar pressionar o MPDFT, pela promotoria do consumidor, já que é um tema que envolve o direito do consumidor, o cidadão tem direito de acesso à eletricidade, item essencial para viver. Tem também a reiterada leniência da empresa em resolver de vez o problema dos apagões – ocorreu neste 15 de novembro, e também entre 30 e 31 de dezembro do ano passado.
Temos de levantar um histórico dos problemas e pegar assinaturas de todos os prefeitos das quadras da Ponta Norte para marcar uma audiência na Promotoria do consumidor e ver se eles abraçam a causa. Propomos, para fortalecer o processo, conseguir assinaturas dos síndicos e comerciantes da 215 e 216 e expor os prejuízos, juntar as reportagens de jornal, as comunicações para a CEB, protocolos, etc. Porque o MP quando for fazer o ajustamento de conduta vai precisar saber o que pedir ou o que cobrar que eles façam .
Vamos marcar uma reunião com os prefeitos e moradores da Ponta Norte para discutir o assunto e traremos os resultados aqui para todos.

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